Introdução

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A Federação tem uma Política de Ensino e Formação virada para as Necessidades dos Sectores, de Empresas e das Regiões de  predominância Têxtil, Vestuário e Calçado

 

 


A Federação enquanto entidade que representa os trabalhadores do maior sector industrial, tem um conhecimento profundo da realidade sectorial e das regiões onde se concentram as empresas e nesse sentido, tem dado uma especial atenção a esta frente de trabalho, procurando influenciar e criar um ambiente motivador para o aumento do Ensino e Formação, que se traduza numa evolução positiva nas condições de trabalho e nos padrões de qualidade nos Sectores e nas Empresas.

Os trabalhadores exigem ser mais conhecedores do processo; dominarem as tecnologias de produção; estarem informados e participarem mais na definição dos objectivos da Empresa; serem mais capazes de assumirem responsabilidades e partilharem resultados. A organização deve assentar mais na informação e nos conhecimentos.

Estamos perante a iminência e a necessidade vital de maior Formação Educacional e Profissional dos recursos humanos e no reconhecimento de que se a normalidade é a mudança, então a formação já nem sequer pode ser inicial e ocasional, mas deve acompanhar permanentemente as carreiras profissionais. Os industriais têm que passar a considerar a Formação não como um custo, mas como um investimento no presente e para o futuro.

É este o projecto da Federação e concretizado desde há 12 anos, através do CEFOTEX, a sua divisão de Formação Profissional. Com o apoio de IEFP e FSE, temos vindo a realizar acções de formação dirigidas a jovens desempregados ou á procura do 1º emprego; trabalhadores no activo, em empresas em reestruturação ou desempregados e para dirigentes sindicais sobre temas específicos dos sectores onde desenvolvemos a nossa actividade sindical. Nestes 12 anos formamos 1 996 formandos.


Em 1991 fomos os principais animadores da instalação do Polo da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça em Delães, no âmbito da OID/Vale do Ave, hoje em funcionamento e com quem colaboramos.

Como temos feito até agora, continuaremos apostados em formar com esta filosofia:

Privilegiar as temáticas de formação que a cada momento se reconhece serem mais úteis ao mercado, ás empresas e ás regiões onde predominam, numa perspectiva de diversificação e maior autonomia face ao sector;

Dar oportunidades aos jovens á procura do primeiro emprego e aos desempregados de longa duração;

Apoiar o aumento da qualificação dos trabalhadores empregados, apetrechando-os para o desempenho de funções mais complexas e responsáveis, decorrentes das necessidades de modernização das empresas, da introdução de novas tecnologias e novos métodos de organização;

Apoiar os trabalhadores desempregados através de Acções de Formação de reconversão;

Desenvolver Programas de Formação e outras acções predominantemente dirigidos ás mulheres, que sendo a maioria, são também as mais expostas ás consequências da modernização das empresas e reconversão do sector. Nesta área as acções para a promoção de igualdade de oportunidades devem ser aumentadas.

Diversificar regionalmente a formação dando especial atenção às zonas mais deprimidas e carentes em qualificação de recursos, indo ter deste modo com os estratos mais desfavorecidos.