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Os salários da maioria dos trabalhadores não garantem condições de vida dignas e a situação continuou a agravar-se nos últimos anos. É urgente lutar pela dignificação do trabalho e valorização dos trabalhadores.

Segundo o INE os preços dos bens essenciais entre 2019 e 2025 aumentaram mais do que os salários da maioria dos trabalhadores dos nossos sectores: a carne aumentou 45%; e o peixe aumentou 29%. Só em 2025 a carne aumentou 7,2%; o peixe 5,9%; a carne de bovino 43%; o café, o chá e o cacau 9,4%; os serviços culturais 10,1%; as férias organizadas 14,3%.

A Associação de Defesa do Consumidor, DECO, informou que o seu cabaz alimentar, entre 2022 e 2025, viu os preços crescerem em 28,84%, aumento muito superior ao aumento dos salários no mesmo período.

Avaliando agora mais em pormenor o aumento dos preços por espécie, e segundo dados disponíveis, entre janeiro de 2023 e janeiro de 2026, registaram-se os seguintes aumentos: pão e cereais mais 31,5%; carnes mais 36%; peixe mais 26,2%; leite, queijos e ovos, mais 33,8%; produtos hortícolas mais 32,2%; frutas mais 24,4%; rendas de casa mais 33%.

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